- Bitcoin salta 2,7% e quebra resistência de 7 meses
- Traders dão 69% de chance para US$ 84 mil
- Nova máxima histórica tem apenas 6% de probabilidade até julho
O Bitcoin finalmente rompeu a linha de resistência descendente que travava qualquer tentativa de alta desde outubro de 2025. A criptomoeda subiu 2%, atingindo US$ 78.384 na máxima intradiária, movimento impulsionado por um gatilho geopolítico inesperado.

O Irã anunciou que manterá o Estreito de Ormuz totalmente aberto durante o cessar-fogo em andamento. A notícia derrubou os preços do petróleo e fez os ativos de risco dispararem simultaneamente. Ações de empresas com tesouros digitais, como a Strategy, subiram mais de 10% conforme o avanço do Bitcoin tirou suas posições do vermelho.
Rompimento técnico muda cenário de curto prazo
Durante sete meses, o Bitcoin respeitou religiosamente uma linha de tendência descendente. Cada tentativa de recuperação desde o topo de US$ 126.000 em outubro foi rejeitada com força crescente. Além disso, o padrão clássico de canal descendente mostrava topos e fundos cada vez menores, apontando matematicamente para a região entre US$ 50.000 e US$ 55.000 como próximo suporte lógico.
Essa projeção agora está adiada, senão cancelada. O Bitcoin abriu hoje em US$ 75.172 e fechou em US$ 77.205, marcando a primeira semana completa de negociação acima da linha bearish desde que o padrão começou.
As médias móveis exponenciais ainda pintam um quadro cauteloso. A EMA de 50 dias permanece abaixo da EMA de 200 dias, com as configuração que traders chamam de death cross. Isso significa que a tendência de curto prazo ainda é mais fraca que a média de longo prazo. Mas pela primeira vez desde janeiro, a distância entre as duas médias começou a diminuir.
Indicadores técnicos mostram momentum frágil
O ADX (Índice Direcional Médio) marca 18,1, sinalizando que a tendência bearish atual é fraca. Leituras abaixo de 25 indicam falta de convicção no mercado. Após quase meio ano de bear market, um ADX baixo sugere que a tendência pode estar perdendo força ou que traders estão acumulando nessa faixa de preço.
Já o RSI (Índice de Força Relativa) chegou a 67,7. Acima de 70 é considerado sobrecomprado uma zona onde traders começam a realizar lucros. Em 67,7, o Bitcoin está próximo dessa linha mas ainda tem algum espaço antes que a pressão técnica para vender se intensifique.
O ambiente macro foi brutal durante a maior parte de 2026. Tensões no Oriente Médio, temores inflacionários, dólar forte e liquidez apertada mantiveram o Bitcoin preso em uma descida gradual desde outubro de 2025.
Mercado de previsões aponta otimismo moderado
Na plataforma de previsões Myriad, desenvolvida pela Dastan (controladora da Decrypt), traders estão inclinados para o lado bullish. As apostas atuais dão 69% de probabilidade do Bitcoin atingir US$ 84.000 antes de cair para US$ 55.000. É a maior diferença favorável a uma alta desde que o mercado estreou em fevereiro.
Mas o mesmo grupo mantém os pés no chão sobre prazos. Um mercado separado na Myriad dá apenas 6% de chance do Bitcoin atingir nova máxima histórica antes de julho.
No cenário otimista, o Bitcoin mantém suporte acima da linha de tendência rompida (agora atuando como suporte entre US$ 74.000 e US$ 75.000) e o ADX começa a subir acima de 20-25. Se os bears retomarem controle, uma nova rejeição combinada com o RSI rolando de níveis quase sobrecomprados mandaria o Bitcoin testar a área de suporte novamente. Uma quebra abaixo transformaria a resistência rompida de volta em resistência, invalidando o breakout.

