- Quinto halving reduzirá emissão diária estimada de 450 para 225 bitcoins
- OpenBitcoin informa que mais de 95% do limite de moedas já foi minerado
- Bloco 1 milhão antecederá corte no subsídio, sem alterar regras de emissão
A emissão de Bitcoin cairá de aproximadamente 450 para 225 moedas por dia no próximo halving, previsto para 2028. O corte ocorrerá no bloco 1.050.000 e reduzirá pela metade o subsídio destinado aos mineradores.
Mais de 95% do limite de 21 milhões de moedas já foi minerado, informa o explorador independente OpenBitcoin. A plataforma apresenta o estoque emitido como aproximadamente 20,1 milhões de BTC, em número arredondado.
A redução atingirá somente a criação de unidades. Os saldos existentes permanecerão iguais, enquanto a remuneração básica por bloco passará de 3,125 para 1,5625 BTC.
Ao preço de US$ 80.480, informado nesta terça-feira, 27 de outubro, 225 BTC equivalem a US$ 18,11 milhões. Essa comparação mantém a cotação constante e exclui taxas de transação; não projeta a receita efetiva de 2028.
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O protocolo determina um halving a cada 210 mil blocos, intervalo que corresponde a aproximadamente quatro anos. A data depende da velocidade de produção dos blocos. A projeção divulgada pelo OpenBitcoin aponta abril de 2028 para o quinto corte. Trata-se de uma estimativa de calendário: o gatilho permanece vinculado à altura da blockchain.
Em média, a rede busca produzir um bloco a cada dez minutos. Daí saem as estimativas de 144 blocos diários e 450 moedas novas atualmente. Multiplicar o futuro subsídio de 1,5625 BTC pelos mesmos 144 blocos resulta em 225 BTC. A produção observada em cada dia varia conforme os intervalos efetivos.
O primeiro halving ocorreu em 28 de novembro de 2012, quando o subsídio caiu para 25 BTC. Em julho de 2016, passou a 12,5 BTC.
Na sequência, o corte de maio de 2020 estabeleceu 6,25 BTC. O quarto evento, em 20 de abril de 2024, levou a remuneração básica ao nível atual.
Taxas continuam a compor receita dos mineradores
O halving reduz o subsídio, mas não corta automaticamente pela metade toda a receita da mineração. Os operadores também recebem as taxas das transações incluídas nos blocos.
A documentação técnica do Bitcoin descreve essa composição da recompensa. O peso das taxas depende da demanda por espaço nos blocos e dos valores oferecidos pelos usuários.
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Há outra distinção contábil: moedas emitidas não equivalem a moedas disponíveis para negociação. Parte permanece em carteiras sem movimentação; outra parcela pode estar inacessível por perda de chaves.
O total minerado, isoladamente, não quantifica esse estoque inacessível. Tampouco identifica quanto está à venda, quanto pertence a custodiante ou quanto permanece sob controle direto dos titulares.
Essa separação aparece também no debate sobre a distribuição do Bitcoin. Endereços registram movimentações públicas, mas não fornecem, por si, a identidade dos beneficiários econômicos.
O calendário de emissão tampouco estabelece uma trajetória de preço. Ele determina a oferta adicional prevista pelo protocolo, enquanto a cotação também depende da demanda e da liquidez.
Antes do próximo corte, a rede alcançará o bloco 1 milhão, projetado pelo explorador para abril de 2027. A plataforma mantém uma contagem de blocos dedicada ao marco.
Esse número não aciona mudança no subsídio. Entre o bloco 1 milhão e o quinto halving haverá 50 mil blocos, ainda sujeitos à remuneração básica atual.
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Segundo o OpenBitcoin, seus dados vêm de um nó completo próprio, e a camada de dados tem código aberto. A plataforma reúne consultas de endereços, transações e blocos.
O serviço também oferece acompanhamento de taxas e calculadora de mineração. Essas ferramentas permitem consultar custos de transferência e simular resultados com parâmetros informados pelo usuário.
Depois de 2028, os cortes continuarão a cada 210 mil blocos. A emissão das últimas frações está prevista para aproximadamente 2140, quando as taxas sustentarão a remuneração dos mineradores.




