HYPE sobe 165% e ganha atenção das baleias

  • HYPE entra no BITW com peso próximo de 0,95% após rebalanceamento mensal
  • Polkadot e Avalanche saem do índice para dar espaço a HYPE e Stellar
  • Hyperliquid movimentou US$ 1,34 trilhão em volume no primeiro semestre de 2026

A Bitwise incorporou o token HYPE, da Hyperliquid, ao seu principal fundo de índice cripto. A mudança foi confirmada na reconstituição mensal do Bitwise 10 Crypto Index ETF, negociado sob o ticker BITW. Além disso, retirou Polkadot (DOT) e Avalanche (AVAX) da cesta. Stellar (XLM) também entrou junto com o HYPE.

O anúncio foi divulgado pela própria gestora nesta quarta-feira e detalhado em publicação da Wu Blockchain no X. O BITW é descrito pela Bitwise como o maior fundo de índice cripto do mundo. Ele replica o Bitwise 10 Large Cap Crypto Index, cesta ponderada pelo valor de mercado dos maiores ativos digitais aprovados no screening da casa.

Dados de posição com data de 7 de julho mostram o HYPE dentro do fundo com peso próximo de 0,95%. É uma fatia pequena diante do domínio de Bitcoin e Ethereum na cesta. No entanto, é simbólica: coloca a Hyperliquid ao lado de nomes consolidados em um veículo distribuído para investidores tradicionais nos Estados Unidos.

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Hyperliquid registra US$ 1,34 trilhão em volume

Hyperliquid (2)

A entrada da Hyperliquid no BITW acompanha um dos desempenhos mais consistentes do setor em 2026. A plataforma de derivativos on-chain reportou US$ 1,34 trilhão em volume negociado e US$ 320 milhões em receita no primeiro semestre. O token HYPE acumula alta de 165% no ano até a data da inclusão.

Esse ritmo transformou a Hyperliquid em uma das poucas concorrentes reais da Binance no segmento de perpétuos, sem exigir custódia centralizada. O produto ganhou tração entre traders profissionais que buscam alavancagem sem depender de exchanges tradicionais. Esse é um perfil que também cresce no Brasil desde a chegada de plataformas descentralizadas mais líquidas.

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A saída de Polkadot e Avalanche reflete a queda relativa desses projetos no ranking por capitalização e liquidez. O BITW rebalanceia mensalmente e reavalia posições com base em preço, volume e critérios de elegibilidade. Isso significa que ativos podem entrar e sair rapidamente conforme oscilam no ranking. Para investidores brasileiros que acompanham fundos de índice cripto listados na B3, como os produtos da Hashdex, a metodologia é familiar: exposição diversificada com rotação periódica.

ETFs de HYPE já somam US$ 100 milhões

Além disso, a inclusão no BITW não é o primeiro movimento institucional em torno da Hyperliquid. Produtos dedicados exclusivamente ao token acumularam mais de US$ 100 milhões em entradas líquidas desde a estreia. Além disso, o próprio ETF de HYPE da Bitwise emendou 16 dias consecutivos de captação antes de registrar sua primeira saída diária. O padrão sugere apetite persistente, mas com sensibilidade a movimentos de curto prazo.

O ambiente contrasta com o dos ETFs de Bitcoin no primeiro semestre, que fecharam o período com saída inédita de US$ 5,4 bilhões. Enquanto o BTC ainda tenta digerir o desmonte de posições institucionais, altcoins com narrativa de receita on-chain estão atraindo capital que antes ficava concentrado em Bitcoin e Ethereum.

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HYPE ganha vitrine em veículo regulado

Assim, a entrada em um índice gerido pela Bitwise dá ao HYPE algo que poucos tokens conseguem: presença em um produto vendido no atacado para gestores, family offices e RIAs americanos. Isso amplia o público-alvo sem que o investidor precise tocar diretamente na Hyperliquid.

Para o investidor brasileiro exposto a ETFs cripto listados na B3 ou a BDRs do BITW, o efeito prático é uma cesta ligeiramente mais concentrada em derivativos on-chain e menos exposta a Layer 1 tradicionais. O comportamento das baleias em plataformas como Lighter e Mantle indica que o dinheiro grande já vinha rotacionando para esse tipo de infraestrutura antes mesmo da confirmação da Bitwise.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.