Peter Schiff prevê que USDT vai superar Bitcoin em valor de mercado

  • Schiff projeta Tether superando Ethereum e Bitcoin em market cap
  • USDT já soma cerca de US$ 187 bilhões e lidera stablecoins
  • Bitcoin acumula queda de quase 15% em junho e testa US$ 63 mil

O economista Peter Schiff, crítico histórico do Bitcoin, voltou a provocar o mercado cripto. Desta vez, ele afirmou que o USDT, stablecoin emitida pela Tether, deve ultrapassar tanto o Ethereum quanto o Bitcoin em valor de mercado nos próximos anos. A declaração foi feita em meio à pior sequência de queda do BTC em 2026.

Em publicação no X, Schiff escreveu que a capitalização do Tether “em breve” superará a do Ethereum e, “eventualmente”, a do próprio Bitcoin. Segundo o economista, a única dúvida é quanto tempo o movimento vai levar. O argumento se apoia no avanço acelerado das stablecoins em pagamentos, remessas internacionais e liquidação de operações entre exchanges.

Tether atinge US$ 187 bilhões e domina o setor

Dados da DefiLlama mostram que a capitalização da Tether já alcançou cerca de US$ 187 bilhões, consolidando o USDT como a maior stablecoin do mundo. Para efeito de comparação, o Ethereum negocia hoje a US$ 1.775,48, com queda de 5,3% nas últimas 24 horas, e sua capitalização ainda supera a do Tether, mas a distância encolheu de forma significativa em 2026.

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O combustível desse crescimento veio da função utilitária da moeda. Diferentemente de BTC e ETH, o USDT mantém paridade com o dólar, o que o transforma em instrumento de fuga durante quedas e em trilho preferido de liquidação para traders. No Brasil, exchanges como Mercado Bitcoin, Foxbit e Binance registram volumes diários crescentes em pares com USDT, reflexo da busca por proteção cambial em meio à volatilidade do real, hoje em R$ 5,0845 por dólar.

Bitcoin recua quase 15% em junho e testa suportes

A fala de Schiff coincide com um momento delicado para o BTC. A maior criptomoeda do mundo é negociada a US$ 63.558,45, com perda de 5,1% em 24 horas e queda próxima a 15% desde o início de junho. Em reais, o ativo está cotado a R$ 323.165,53, distante das máximas do primeiro trimestre.

Schiff também associou a fraqueza do BTC ao recuo das ações de tecnologia nos Estados Unidos. Segundo o economista, a correção das ações de tecnologia tende a pressionar o Bitcoin para baixo. Ele afirma que o ouro deve seguir caminho contrário, atraindo investidores em busca de proteção. A correlação entre BTC e Nasdaq, de fato, voltou a subir desde maio, segundo dados de mercado.

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Wall Street vê RSI em zona de fundo histórico

Nem todos concordam com o cenário pessimista. Scott Melker, host do podcast The Wolf Of All Streets, observou que o Índice de Força Relativa (RSI) semanal do Bitcoin entrou em níveis vistos apenas perto de fundos importantes nos ciclos de 2015, 2018 e 2022. Melker pondera que sobrevenda não garante reversão imediata, mas costuma surgir nas etapas finais de correção.

Para o investidor brasileiro, o debate tem efeito prático. A migração de capital para stablecoins é visível nos balanços das corretoras locais e a tese de Schiff, embora carregue viés anti-Bitcoin de longa data, ecoa um movimento estrutural. A Receita Federal já registrou crescimento de mais de 40% nas declarações de operações com stablecoins em 2025, segundo dados da própria autarquia. Em paralelo, o acordo entre NYDFS e EBA para supervisionar o setor de US$ 314 bilhões mostra que reguladores tratam o segmento como prioridade.

Enquanto Schiff projeta a inversão de hierarquia, o mercado opera dois movimentos simultâneos, saída de ETFs de Bitcoin e expansão acelerada da base de stablecoins. O cruzamento dessas curvas vai definir se a previsão do economista ganha tração ou se repete o histórico de erros de suas projeções anteriores sobre o BTC.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.