Standard Chartered cravou fundo do Bitcoin em US$ 59 mil em junho

  • Geoffrey Kendrick afirma que Bitcoin tocou fundo em US$ 59 mil no dia 5 de junho
  • Standard Chartered mantém alvo de US$ 100 mil até o fim de 2026
  • MicroStrategy detém 845.256 BTC e segue comprando mesmo na queda de 53%

O Standard Chartered decretou o fim do inverno cripto. Em nota enviada a clientes por volta de 12 de junho, Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa em ativos digitais do banco britânico, afirmou que o Bitcoin provavelmente registrou o fundo do ciclo em torno de US$ 59 mil no dia 5 de junho.

“O inverno acabou. Bem-vindos de volta à primavera cripto”, escreveu o analista.

A declaração chega depois de uma das correções mais severas da história recente do ativo. Do pico de US$ 126 mil registrado em outubro de 2025, o Bitcoin chegou a perder cerca de 53% antes de encontrar piso. No momento desta publicação, a moeda é negociada a US$ 64.019 (R$ 326.964), aproximadamente 8% acima do fundo apontado por Kendrick.

Alvo de US$ 100 mil segue de pé

O banco manteve a projeção de US$ 100 mil para o Bitcoin até o fim do ano, o que implica em potencial de alta de cerca de 56% sobre o preço atual. A meta para o Ethereum, hoje cotado a US$ 1.669,55, segue em US$ 4 mil uma das projeções mais agressivas entre as grandes casas de pesquisa.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Kendrick sustenta a tese em dois pilares estruturais, a compra contínua por tesourarias corporativas e a resiliência dos fluxos para os ETFs à vista de Bitcoin. Ambos criam demanda inédita, diferente dos ciclos anteriores, marcados por varejo especulativo e alavancagem offshore.

A leitura encontra eco em movimentos recentes do mercado derivativo. Mesmo com saques recordes de US$ 4,4 bilhões em ETFs de Bitcoin registrados durante o pior momento da queda, o produto IBIT, da BlackRock, voltou a captar nos últimos pregões. O retorno do fluxo institucional é parte do que Kendrick interpreta como confirmação técnica do fundo.

Saylor compra 1.550 BTC na semana

O componente corporativo da tese gira em torno da MicroStrategy, empresa que se transformou em veículo de exposição ao Bitcoin sob comando de Michael Saylor. Até 8 de junho, a companhia detinha 845.256 BTC algo próximo de 4% de todos os bitcoins que existirão. Só na última semana, foram adicionados outros 1.550 BTC ao caixa.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Para Kendrick, o sinal vem da consistência. O maior detentor corporativo continua comprando após forte queda, reforçando a confiança e sustentando o sentimento do mercado. O dado dialoga com o avanço de empresas como a SpaceX, que recentemente revelou 18.712 BTC em tesouraria, ampliando o universo de balanços corporativos atrelados ao ativo.

Investidor brasileiro acompanha pelo dólar

Para o público local, o cálculo passa por dois fatores. Com o dólar a R$ 5,0626, o alvo de US$ 100 mil projetado pelo Standard Chartered equivaleria a aproximadamente R$ 510 mil por Bitcoin. A combinação de valorização do ativo com eventual desvalorização cambial historicamente amplifica retornos em reais o oposto também vale.

O cenário regulatório brasileiro também pesa. Enquanto a Câmara dos Deputados discute limites para o Drex, exchanges nacionais como Mercado Bitcoin e Foxbit observam volumes de negociação ainda comprimidos em relação aos picos de 2025. Uma virada de ciclo confirmada tende a recolocar o varejo brasileiro em modo de acúmulo.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
X
Siga o BitNotícias no X para notícias em tempo real
Compartilhe este artigo
Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.