Visa testa stablecoin em rede privada Canton

  • Visa e Brale iniciam prova de conceito com a stablecoin SBC em 2026
  • Projeto roda na Canton Network, blockchain com privacidade voltada a instituições
  • Visa liquida em stablecoins desde 2021 e avalia novos ativos para o VisaNet

A Visa anunciou uma prova de conceito para liquidação institucional usando a stablecoin SBC, emitida pela fintech Brale, dentro da Canton Network. O piloto, previsto para rodar ao longo de 2026, mira clientes corporativos que precisam combinar eficiência de blockchain com sigilo de dados — uma combinação que redes públicas tradicionais não conseguem oferecer com facilidade.

O movimento amplia uma frente em que a Visa atua desde 2021, quando começou a aceitar liquidação em stablecoins dentro do VisaNet, sua espinha dorsal de pagamentos com mais de US$ 1 trilhão em volume anual. Agora, a SBC entra como mais uma opção em avaliação para casos de uso institucionais.

Visa stablecoin

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Privacidade no centro do piloto

A escolha da Canton Network não é casual. Diferente de blockchains públicas como Ethereum ou Solana, a Canton foi desenhada para permitir que participantes operem sobre uma infraestrutura compartilhada sem expor o conteúdo de cada transação. Desse modo, cada contraparte enxerga apenas o que lhe diz respeito.

Além disso, esse desenho atende uma demanda recorrente de bancos, processadoras e tesourarias corporativas. Assim, em redes abertas, qualquer observador consegue rastrear fluxos entre carteiras, expondo estratégias de hedge, folha de pagamento ou movimentações com fornecedores. Para uma empresa listada, isso é inviável.

“À medida que a adoção de stablecoins cresce, instituições financeiras estão avaliando como usar liquidação em blockchain sem abrir mão de privacidade e compliance”, afirmou a Visa no comunicado oficial do projeto. A SBC roda nativamente na Canton, o que permite testar fluxos reais sem precisar de pontes entre redes.

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SBC amplia o leque da Visa

Assim, Cuy Sheffield, head de cripto da Visa, classificou a iniciativa como um teste de programabilidade combinada com controles de privacidade. Já Ben Milne, CEO da Brale, disse que instituições buscam infraestrutura alinhada a requisitos operacionais e regulatórios — não apenas velocidade.

Além disso, a Visa já liquida obrigações do VisaNet em stablecoins suportadas, modelo que vem sendo replicado por concorrentes. A Mastercard adotou USDC, PYUSD e RLUSD para liquidar cartões em movimento equivalente, e a própria Visa já lançou produtos como o cartão da Tether lastreado em ouro. A SBC, agora, entra nessa lista de candidatos.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.