- XRP sobe cerca de 9% na semana e recupera US$ 1,18
- Baleia abre long de US$ 16 milhões em XRP a US$ 1,10
- ETFs à vista de XRP acumulam 9 semanas seguidas de inflow
O xrp volta a testar a paciência dos vendidos. Cotado a US$ 1,13 (R$ 5,87), com leve recuo de 2,9% em 24 horas, o token da Ripple acumula alta próxima de 9% no acumulado semanal e tocou máxima de US$ 1,18 patamar não visto desde meados de junho. O movimento reforça a leitura de que a zona psicológica de US$ 1 pode estar se transformando em armadilha para quem apostou na continuidade da queda.
O pano de fundo é uma rotação de capital dentro do próprio universo cripto. Enquanto o Bitcoin subiu cerca de 5% na semana, o Ethereum atraiu o dobro em fluxo, empurrando a relação ETH/BTC para cima em quase 7%. É o maior avanço semanal desde agosto de 2025 e sinaliza que a narrativa de “altseason” volta a ganhar musculatura. XRP pegou carona nesse rali, com a paridade XRP/USDT também avançando mais de 3% no período.
Baleia abre long de US$ 16 milhões a US$ 1,10
O detalhe que chamou atenção do mercado veio de uma posição individual. Um endereço monitorado por analistas on-chain abriu recentemente uma posição comprada de US$ 16 milhões em XRP, com preço médio de entrada em US$ 1,10. Segundo levantamento divulgado no X por rastreadores de derivativos, o lucro não realizado dessa aposta já beirava US$ 477 mil no início da semana.
Não se trata de uma tacada aleatória de alta alavancagem. O tamanho da posição, somado ao momento em que ela foi montada, sugere convicção de que o piso técnico em US$ 1 seguraria. O risco, porém, é conhecido, quando o posicionamento comprado se torna dominante demais, qualquer solavanco de humor tende a disparar cascatas de liquidação. Em um cenário assim, o rali de altcoins sozinho pode não segurar a tendência de alta.
ETFs de XRP acumulam nona semana no azul
É aí que entra o argumento institucional. Segundo a SoSoValue, os ETFs à vista de XRP negociados nos Estados Unidos captaram US$ 17,19 milhões líquidos na semana, mesmo com dois pregões de saída. É a nona semana consecutiva de entradas positivas um padrão que destoa da fadiga observada em outros produtos listados. Os ETFs de Bitcoin voltaram ao azul após dez pregões negativos, enquanto os fundos de Ethereum vêm registrando saídas semanais em sequência.

A divergência importa. Enquanto o ETH lidera nos ganhos de curto prazo, o combustível parece ser rotação tática entre altcoins. No XRP, o quadro é diferente: há demanda institucional recorrente, que se soma ao posicionamento de baleias no mercado à vista e no derivativo. É o tipo de fluxo que geralmente sustenta consolidações longas antes de rompimentos técnicos relevantes.
Zona de US$ 1 concentra liquidez e vira gatilho decisivo
No mapa técnico, o intervalo entre US$ 1,00 e US$ 1,10 concentra ordens acumuladas dos dois lados. Uma varredura de liquidez abaixo desse piso continua sendo cenário plausível foi exatamente essa dinâmica que puxou o token para US$ 1,05 semanas atrás, quando US$ 634 milhões em shorts foram liquidados em pouco tempo. Se o padrão se repetir, a chamada bear trap se materializa: quem vendeu na expectativa de ruptura do suporte vira combustível para o próximo leg de alta.
Para o investidor brasileiro, o ponto de atenção vai além do gráfico. O XRP negocia hoje próximo de R$ 5,87 nas exchanges locais, com dólar em R$ 5,1689. Movimentos bruscos no ativo cru se ampliam por aqui via câmbio, e a liquidez em pares BRL costuma secar em janelas de estresse. Vale também acompanhar o avanço regulatório interno, o Banco Central afinou regras de capital para corretoras cripto, o que tende a afetar as condições de execução em altcoins de maior beta como o próprio XRP.
No derivativo global, a taxa de financiamento em pares perpétuos de XRP segue positiva e crescente segundo agregadores de mercado sinal clássico de que os comprados pagam para manter posição. Se o preço perder US$ 1,08 com volume, o desmonte pode ser rápido. Acima de US$ 1,20, o próximo teste relevante fica em US$ 1,35, região onde a cunha descendente mapeada por analistas técnicos coloca alvo em US$ 2.