- Binance nomeia Thiago Sarandy como diretor-geral no Brasil
- Executivo liderará estratégia em meio ao avanço regulatório
- País já é o 5º maior mercado cripto do mundo
A Binance anunciou a nomeação de Thiago Sarandy como novo diretor-geral no Brasil, reforçando sua estratégia em um dos mercados mais relevantes do mundo para criptomoedas. A decisão ocorre em um momento de avanço das discussões regulatórias no país e de crescimento acelerado da adoção de ativos digitais.
A exchange, que lidera o setor global em volume negociado e reúne mais de 300 milhões de usuários, posiciona o Brasil como prioridade dentro da América Latina. O país já figura como o quinto maior mercado de criptomoedas do mundo, além de concentrar uma base crescente de investidores individuais e institucionais.
Assim, Sarandy assume o cargo após atuar desde 2022 na própria Binance, onde liderou iniciativas ligadas à regulação e ao relacionamento institucional. Dessa forma, ele participou diretamente das discussões que resultaram no primeiro marco regulatório para o setor no Brasil, dialogando com associações, reguladores e legisladores.
“Estou honrado em assumir este cargo neste momento de transformação para as criptomoedas no Brasil”, afirmou Sarandy. Segundo ele, mais de 25 milhões de brasileiros já adotaram criptomoedas de forma orgânica, antes mesmo da regulamentação.
O executivo destacou ainda que pretende ampliar o acesso ao mercado e consolidar a posição da Binance no país. “Garantirei que a Binance continue sendo a plataforma mais usada e confiável do Brasil”, disse.

Nomeação reforça estratégia em mercado-chave
Assim, com a nova função, Sarandy passa a liderar diretamente as operações no Brasil, considerado um dos mercados prioritários da empresa. Ele se reportará a Guilherme Nazar, responsável pela Binance na América Latina.
Antes da nomeação, o executivo ocupava o cargo de chefe de Assuntos Regulatórios e Jurídicos para Brasil e El Salvador. Sua trajetória inclui mais de uma década no mercado financeiro tradicional, com passagens por instituições como Genial Investments e Warren.
Formado em Direito pela PUC-RJ, Sarandy possui mestrado em Mercado de Capitais pela FGV-RJ e especialização em blockchain pelo MIT. A experiência técnica e institucional foi um dos fatores que pesaram na escolha, segundo a empresa.
“Estamos entusiasmados por ter um diretor-geral totalmente dedicado ao Brasil”, afirmou Nazar. Ele destacou que o país atravessa um período dinâmico de debates regulatórios e oferece grande potencial de expansão para o setor.
Brasil lidera crescimento na América Latina
Assim, a América Latina segue como uma das regiões de maior crescimento na adoção de criptomoedas. Segundo dados da Chainalysis, a região registrou avanço de 63% no último ano, ficando atrás apenas da Ásia-Pacífico.
Além disso, o Brasil se destaca nesse cenário como o principal mercado da região. A combinação entre alta demanda, digitalização financeira e avanço regulatório tem atraído investimentos e ampliado o interesse institucional.
Nos últimos anos, a Binance também intensificou sua presença local com novos produtos. A empresa integrou o sistema Pix ao Binance Pay, permitindo pagamentos em reais com criptomoedas em tempo real.
Além disso, o país foi o primeiro a receber o relançamento do Binance Mastercard Card, ampliando as opções de uso cotidiano dos ativos digitais. A iniciativa busca aproximar as criptomoedas do sistema financeiro tradicional.
Globalmente, a Binance movimentou cerca de US$ 34 trilhões em 2025, refletindo a expansão do mercado. A empresa afirma que seguirá investindo em segurança, conformidade e educação, em linha com o crescimento do setor e a evolução regulatória no Brasil.

