- DIGY11 anunciou sua primeira distribuição, de R$ 0,14 bruto por cota, referente a setembro de 2026.
- Investidores posicionados até o fechamento de 5 de outubro terão direito ao pagamento, previsto para 13 de outubro.
- ETF investe em ações preferenciais de empresas ligadas ao Bitcoin, como Strategy e Strive, mas não compra BTC diretamente.
O DIGY11, ETF idealizado pela OranjeBTC e listado na B3 em setembro, anunciou nesta terça-feira, 6, sua primeira distribuição de rendimentos. O fundo pagará R$ 0,14 bruto por cota, referente ao mês de setembro de 2026.
De acordo com os dados divulgados pela OranjeBTC, o valor corresponde a um yield de 1,37%, calculado sobre a cota patrimonial de 5 de outubro. O pagamento acontecerá em 13 de outubro para os investidores que mantinham cotas do ETF até o encerramento do pregão de segunda-feira, 5.
A distribuição inaugura, na prática, uma das principais propostas apresentadas pela empresa quando lançou o produto: criar uma fonte de renda mensal em reais vinculada a instrumentos financeiros emitidos por companhias da chamada economia do Bitcoin.
O valor anunciado é bruto, antes do Imposto de Renda. A própria OranjeBTC informou que as distribuições mensais do DIGY11 sofrem retenção de 15% de IR na fonte.
DIGY11 terá distribuição mensal de rendimentos
Além do primeiro pagamento, a OranjeBTC já divulgou o calendário do próximo ciclo. A próxima data ex-rendimentos será 4 de novembro, enquanto o pagamento está previsto para 11 de novembro.
A companhia também informou que, considerando a cota patrimonial de 5 de outubro, o DIGY11 acumulava retorno total de 2% desde o início do fundo. Distribuição de rendimentos e retorno total, porém, são métricas diferentes, já que o segundo também considera a evolução patrimonial do ETF.
O DIGY11 começou a ser negociado na B3 em 15 de setembro com uma estratégia diferente dos ETFs de Bitcoin tradicionais. Em vez de comprar a criptomoeda ou acompanhar diretamente sua cotação, o fundo investe em instrumentos internacionais emitidos por companhias que mantêm grandes reservas de BTC.
A carteira inicial inclui principalmente STRC, ação preferencial perpétua da Strategy, e SATA, emitida pela Strive. Esses papéis foram estruturados para realizar distribuições recorrentes em dólares e têm taxas de dividendos que podem ser alteradas pelos próprios emissores.
Os rendimentos recebidos no exterior são convertidos para reais dentro da estrutura do fundo. O DIGY11 também utiliza proteção cambial para tentar reduzir o impacto das oscilações entre dólar e real sobre a estratégia.
ETF busca transformar economia do Bitcoin em renda em reais
Quando o DIGY11 foi lançado, o fundador e CEO da OranjeBTC, Gui Gomes, explicou ao Bitnotícias que o produto faz parte de uma estratégia mais ampla da empresa, que inclui tesouraria em Bitcoin, educação e desenvolvimento de novos produtos financeiros.
“A gente nunca quis apenas comprar bitcoin”, afirmou Gomes ao BitNotícias.
Segundo o executivo, uma das motivações para a criação do DIGY11 veio da procura de investidores brasileiros por instrumentos capazes de gerar pagamentos recorrentes. Enquanto a OranjeBTC utiliza sua própria estrutura corporativa para acumular Bitcoin, o ETF foi concebido especificamente para oferecer uma alternativa de renda.
“O brasileiro ainda pensa em reais”, disse Gomes ao explicar a lógica do produto.
A estimativa apresentada no lançamento apontava para distribuições anualizadas equivalentes ao CDI acrescido de aproximadamente 3% a 5%, considerando as condições de mercado e premissas utilizadas pelo gestor naquele momento. A própria documentação ressalta que essa projeção é ilustrativa e não representa promessa ou garantia de rentabilidade.
O resultado de 1,37% anunciado para a primeira distribuição também não deve ser interpretado como uma taxa mensal garantida. O valor dos pagamentos pode mudar conforme os rendimentos recebidos pelos ativos da carteira, custos do fundo, condições de mercado e decisões dos emissores das ações preferenciais.
DIGY11 não investe diretamente em Bitcoin
Apesar da ligação com a OranjeBTC e com empresas que possuem grandes reservas da criptomoeda, o DIGY11 não mantém Bitcoin diretamente em sua carteira e não pretende acompanhar a valorização do BTC.
O fundo segue o MarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index, índice desenvolvido pela OranjeBTC em parceria com a MarketVector. A metodologia seleciona ações preferenciais de empresas do ecossistema Bitcoin considerando critérios como liquidez, estrutura financeira, reservas de BTC, volatilidade e capacidade de cumprimento das obrigações de dividendos.
O DIGY11 é administrado pelo Banco Daycoval e gerido pela 3R Gestora de Recursos. No lançamento, o Itaú BBA participou da estruturação e distribuição do produto.
Embora as ações preferenciais da Strategy e da Strive estejam ligadas a companhias com grandes posições em Bitcoin, essas reservas não funcionam como garantia das cotas do DIGY11 nem dos dividendos das ações preferenciais. O ETF também é um produto de renda variável, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A primeira distribuição representa, portanto, o primeiro teste prático da estratégia apresentada pela OranjeBTC no lançamento do fundo. Depois dos R$ 0,14 por cota previstos para 13 de outubro, o próximo ciclo começará em novembro, mantendo a proposta de pagamentos mensais aos cotistas.
Meta descrição: DIGY11, ETF da OranjeBTC ligado à economia do Bitcoin, anuncia primeiro rendimento de R$ 0,14 por cota e yield de 1,37%.
Como alternativas de título, eu usaria “ETF da OranjeBTC estreia renda mensal com yield de 1,37%”, “OranjeBTC anuncia primeiro pagamento de seu ETF ligado ao Bitcoin” ou, mais chamativo, “ETF ligado ao Bitcoin vai pagar R$ 0,14 por cota na B3”.




