- A Mantle publicou uma proposta para emprestar até 30.000 ETH à Aave
- O objetivo é ajudar o protocolo a lidar com perdas e risco residual ligados ao caso rsETH
- A proposta indica juros próximos ao yield de staking da Lido mais 1%, embora o percentual final dependa de negociação
A Mantle colocou em discussão uma proposta para conceder uma linha de crédito de até 30.000 ETH ao Aave DAO. O objetivo é ajudar o protocolo a lidar com perdas e risco residual ligados ao caso rsETH, após um exploit que pressionou posições e gerou preocupação com dívida ruim. Além disso, a iniciativa surge em um momento de tensão na governança do Aave, com cobranças por transparência e por respostas rápidas. Assim, a proposta tenta equilibrar socorro ao ecossistema e proteção do tesouro da Mantle.
Mantle propõe linha de crédito e define juros, prazo e garantias
Segundo materiais divulgados por veículos do setor, a Mantle discute um empréstimo estruturado, e não uma doação. Portanto, o Aave teria de devolver o capital, além de pagar uma taxa pelo risco.

A proposta indica juros próximos ao yield de staking da Lido mais 1%, embora o percentual final dependa de negociação. Além disso, o prazo pode chegar a até 36 meses, com possibilidade de pagamento antecipado sem multa.
Para reduzir risco, o texto prevê colateral e controles operacionais. Assim, o empréstimo ficaria garantido por uma estrutura de custódia com multisig e prioridade de recebimento para a Mantle.
Ao mesmo tempo, o plano busca limitar o uso do crédito ao objetivo específico de cobrir o rombo relacionado ao rsETH na versão do Aave afetada. Portanto, o dinheiro não serviria para expansão ou outras iniciativas do DAO.
Além disso, a discussão ganhou força porque compromissos de apoio ao Aave teriam somado dezenas de milhares de ETH, porém ainda abaixo de um alvo maior citado por participantes. Assim, a proposta da Mantle aparece como o maior ‘pedaço’ do pacote.
Proposta mira estabilidade do Aave e reforça disputa sobre governança e risco no DeFi
O pano de fundo é a tentativa de conter efeitos em cadeia no DeFi. Afinal, quando um protocolo grande enfrenta dívida ruim, a confiança e a liquidez tendem a cair em vários mercados. Portanto, uma linha de crédito pode funcionar como ‘ponte’ até uma solução definitiva.
Ao mesmo tempo, o desenho do acordo importa tanto quanto o valor. Se a Mantle emprestar com garantias fracas, o tesouro corre risco. Porém, se exigir condições duras demais, o Aave pode não aceitar, e o problema persiste. Assim, a negociação vira um teste de maturidade para DAOs.
Além disso, a proposta reacende um debate antigo: quem deve ‘socorrer’ o DeFi quando falhas de ponte e risco de colateral geram perdas. Por um lado, apoios coordenados evitam pânico. Por outro lado, eles podem criar incentivos ruins, caso o mercado espere resgates recorrentes.
Enquanto isso, traders observam o efeito no token AAVE e no apetite por risco em mercados de empréstimo on-chain.

