- X Money começa a ser liberado a usuários Premium+ selecionados nos EUA
- Infraestrutura bancária vem do Cross River Bank, parceiro da Ripple desde 2014
- XRP testa suporte em US$ 1,06 com open interest em queda de 2%
A X, rede social de Elon Musk, começou a liberar nesta semana o serviço financeiro X Money para um grupo selecionado de assinantes do plano Premium+. Por trás da operação está o Cross River Bank, instituição americana que mantém parceria com a Ripple desde 2014. A escolha reacendeu apostas da comunidade xrp sobre uma futura integração da rede social a trilhos blockchain.
O lançamento foi anunciado pelo executivo Benji Taylor em publicação na própria plataforma. Por enquanto, o produto opera 100% sobre trilhos bancários tradicionais. Não há tokens, não há rede descentralizada, não há XRP Ledger envolvido apenas dólar e cartão Visa.
O que o X Money entrega na largada
Na versão inicial, usuários elegíveis ganham acesso a uma carteira digital, podem enviar pagamentos peer-to-peer dentro do app, recebem um cartão de débito Visa físico e virtual e ainda têm rendimento sobre o saldo em caixa. O Cross River custodia os depósitos, processa as transações e emite os cartões.
Há também o chamado X Cash Sweep Program, que distribui o saldo do cliente entre bancos parceiros para oferecer cobertura do FDIC de até US$ 10 milhões. É uma estrutura comum entre fintechs americanas mas chama atenção quando o nome do banco está colado à Ripple há mais de uma década.
Por que a comunidade XRP vibrou com o anúncio
O Cross River já adotou tecnologia do XRP Ledger em produtos de pagamento internacional no passado. O alcance de Musk alimentou especulações sobre pagamentos on-chain, liquidações internacionais instantâneas e integração futura com stablecoins.
Vale o filtro, nem a X nem o Cross River confirmaram qualquer plano nesse sentido. Musk chegou a sinalizar, no passado, que cripto poderia entrar no escopo de longo prazo do projeto, mas o roteiro atual é estritamente bancário. Quem comprar XRP hoje apostando que o token será adotado pelo X Money está operando com base em uma especulação sem confirmação oficial.
Ainda assim, o movimento se soma a outras frentes da Ripple. A empresa pressionou o Congresso pelo CLARITY Act, propondo dividir competências regulatórias entre SEC e CFTC sobre criptoativos. No Brasil, debate parecido sobre custódia e tokenização avança no Banco Central, com consultas públicas em andamento para o marco de prestadoras de serviços de ativos virtuais.
XRP testa volume pesado em US$ 1,06
O XRP cotado a US$ 1,04 (cerca de R$ 5,43), alta de 1,5% em 24 horas após o sell-off recente do mercado cripto. O token oscilou entre US$ 1,01 e US$ 1,08 no período. Segundo o analista Ali Martinez, a faixa de US$ 1,06 concentra mais de 830 milhões de XRP negociados um cluster de volume que funciona como suporte técnico relevante.
Se essa zona ceder, os próximos níveis com volume expressivo aparecem em US$ 0,80, US$ 0,62 e US$ 0,51, de acordo com a leitura de UTXO Realized Price Distribution. Dados da CoinGlass mostram que o open interest em futuros de XRP caiu cerca de 2% nas últimas quatro horas, para aproximadamente US$ 2,35 bilhões, sinal de que traders alavancados encerraram posições antes do vencimento de opções.
Smart Cashtags amplia vitrine cripto no X
O X Money estreou junto aos Smart Cashtags, exibindo gráficos ampliados para criptomoedas e ações diretamente na plataforma. Para brasileiros, o impacto imediato é nulo, pois o X Money ainda não opera no país nem oferece cartões. O ponto a observar é estratégico, a maior rede social do Ocidente está montando uma stack financeira completa, e o banco escolhido é o mesmo que há mais de uma década processa pagamentos com a Ripple. Caso a integração com blockchain avance, o XRP Ledger entra na conversa por proximidade técnica não por promessa.