- Expansão da Bridge leva cartões de stablecoin para mais de 100 países
- Visa testa liquidação direta em stablecoins para acelerar pagamentos
- Stablecoins corporativas ganham força com novo modelo da Bridge
A Bridge, apoiada pela Visa e pela Stripe, decidiu acelerar sua estratégia internacional e ampliar o uso de cartões de stablecoin em grande escala. A empresa agora pretende alcançar mais de 100 países até o fim do ano, enquanto testa um novo modelo de liquidação totalmente on-chain.
A iniciativa coloca a Bridge no centro da disputa pelo domínio dos pagamentos digitais, pois o setor vive um momento decisivo marcado pelo avanço de soluções baseadas em blockchain.
Expansão atinge novos continentes e reforça ambição global
A Visa confirmou que está ampliando o programa de cartões da Bridge para 18 novos países, com a meta de ultrapassar a marca de 100 mercados ainda em 2026. Além disso, a expansão atinge regiões da Europa, Ásia-Pacífico, África e Oriente Médio, consolidando a Bridge como uma das principais apostas da indústria para integrar pagamentos tradicionais e cripto.
O movimento segue o lançamento inicial realizado em 2025, que priorizou a América Latina. Na época, os cartões chegaram primeiro à Argentina, Colômbia, Equador, México, Peru e Chile, onde a demanda por soluções baseadas em stablecoins cresceu rapidamente.
Agora, com a ampliação, a Bridge busca atender empresas que já operam globalmente e exigem meios de pagamento mais ágeis, transparentes e baratos.
Liquidação em stablecoins promete mudar pagamentos digitais
Além da expansão, a Visa e a Bridge começaram a testar liquidação direta em stablecoins, usando a parceria com o Lead Bank. Além disso, o piloto permite que emissores e adquirentes liquidem transações sem recorrer à moeda fiduciária, acelerando processos e reduzindo custos.
A mudança altera o fluxo tradicional. Antes, a Bridge debitava o saldo em stablecoin do cliente, convertia o valor em moeda local e enviava ao comerciante. Agora, a liquidação ocorre diretamente na blockchain da Visa, preservando a eficiência das stablecoins.
Segundo Cuy Sheffield, chefe de criptomoedas da Visa, a empresa acompanha o ritmo das inovações. Ele afirma que a Visa quer levar “velocidade, transparência e programabilidade” ao processo de liquidação em escala global.
A Bridge também avalia o suporte a stablecoins corporativas personalizadas, criadas por empresas em sua própria plataforma. Diferentemente de emissores tradicionais, essas stablecoins são programadas sob demanda, o que amplia casos de uso e reduz dependências externas.
Zach Abrams, CEO da Bridge, afirma que essa etapa deve abrir uma nova fase do setor, pois permitirá que empresas criem moedas digitais próprias e as usem diretamente em programas de cartões.



