BlackRock volta às compras e IBIT absorve US$ 250 milhões em BTC em 48 horas

  • IBIT adquire mais de US$ 250 milhões em Bitcoin em dois dias
  • Compras ocorrem em lotes de 300 BTC via Coinbase Prime
  • BTC recupera patamar acima de US$ 60 mil após semanas de saques

O iShares Bitcoin Trust (IBIT), ETF da BlackRock, voltou a comprar Bitcoin em ritmo agressivo. Segundo dados de rastreamento on-chain divulgados pela plataforma Arkham, o maior fundo cotado de BTC do mundo absorveu mais de US$ 250 milhões em bitcoin ao longo das últimas 48 horas.

O movimento interrompeu quase duas semanas de resgates líquidos que pressionaram o ativo. Antes da retomada, o BTC chegou a operar abaixo de US$ 60 mil e agora tenta se firmar no patamar atual de US$ 62.984, equivalente a R$ 324.071 na cotação desta quarta-feira.

Compras em lotes de 300 BTC via Coinbase Prime

O padrão identificado por Arkham mostra aquisições fatiadas em blocos de 300 BTC, cada um avaliado em cerca de US$ 19 milhões. As transações partem da Coinbase Prime, braço institucional da exchange americana, e migram diretamente para as carteiras de custódia do ETF.

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Vale um esclarecimento técnico. A BlackRock não compra Bitcoin com capital próprio. As ordens refletem criações de cotas demandadas por investidores que aportam no IBIT, e o gestor precisa adquirir o ativo subjacente para lastrear essas novas cotas. Ou seja, o fluxo é reflexo direto de demanda spot institucional, não de aposta discricionária.

O dado ganha peso quando comparado ao histórico recente. Junho e a primeira semana de julho foram marcados por saques diários que chegaram a superar US$ 400 milhões nos ETFs americanos de BTC. A guinada dos últimos dois pregões ainda não configura reversão de tendência, mas oferece fôlego aos compradores após semanas de sangria.

O que destravou o fluxo comprador

Três elementos ajudam a explicar a virada. O primeiro é exaustão de vendedores: parte dos investidores que queriam sair do IBIT já executou os resgates ao longo de junho. O segundo envolve prêmios do ETF, que voltaram a operar em terreno favorável para arbitradores autorizados. O terceiro passa por padrões sazonais historicamente positivos para o Bitcoin na segunda metade de julho.

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Ainda assim, o cenário permanece frágil. Um streak de dois dias de compras não apaga o quadro técnico deteriorado. Métricas como o NUPL apontado pela CryptoQuant seguem indicando que o mercado talvez ainda não tenha encontrado fundo neste ciclo. A resistência psicológica em US$ 70 mil funciona como filtro: sem rompimento, o varejo dificilmente retorna com convicção.

B3 amplia opções e brasileiros ganham novas frentes

Para o investidor local, o retorno da BlackRock ao lado comprador tem implicações práticas. O IBIT é o principal termômetro de apetite institucional americano, e seu comportamento antecipa movimentos que costumam se transferir para o BIT11, ETF de Bitcoin listado na B3. Fluxos consistentes lá fora tendem a reduzir o desconto de negociação dos ETFs brasileiros e melhoram a liquidez em reais.

A janela também coincide com a estreia de novos derivativos no Brasil. A B3 lançou opções sobre futuros de BTC, ETH e SOL, ampliando o cardápio para quem opera hedge em real. Se o fluxo institucional americano se consolidar, esses instrumentos ganham volume mais rapidamente.

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Proximos gatilhos ficam em US$ 65 mil e US$ 70 mil

O IBIT segue como maior ETF de Bitcoin do planeta, com patrimônio superior a US$ 50 bilhões, e qualquer movimento coordenado dele reverbera na liquidez global. Nas últimas 24 horas, o BTC subiu 2,3%, ETH avançou 1,5% e SOL ganhou 1,7%. Os próximos gatilhos técnicos estão em US$ 65 mil no curto prazo e nos US$ 70 mil como resistência de médio prazo. Perder novamente os US$ 60 mil devolve o ativo para a zona de estresse observada em junho, quando 20% dos mineradores operavam no prejuízo.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.