Analista projeta Bitcoin a US$ 150 mil após queda a US$ 32 mil

  • Crypto Lens projeta Bitcoin a US$ 150 mil em fevereiro de 2027
  • Antes do rali, analista vê queda escalonada até US$ 32 mil
  • Fundo do ciclo deve se formar entre agosto e setembro deste ano

O bitcoin volta ao centro do debate técnico com uma previsão que combina pessimismo de curto prazo e otimismo agressivo para o ano que vem. O analista Crypto Lens publicou no X um mapa com quatro cenários encadeados que, segundo ele, levariam o ativo a um novo topo histórico de US$ 150 mil em fevereiro de 2027 mas antes de uma sequência de quedas que derrubaria o preço a US$ 32 mil.

No momento da publicação, o BTC é negociado a US$ 62.024, alta de 0,8% em 24 horas, segundo dados de mercado. Em reais, a cotação corresponde a aproximadamente R$ 321,9 mil. O patamar atual é descrito pelo analista como o ponto exato onde armadilhas de alta costumam se desfazer, abrindo caminho para uma nova perna de baixa.

Quatro etapas do cenário de baixa

O roteiro de Crypto Lens começa por uma queda rápida nos próximos dias até US$ 48 mil. Em seguida, o analista projeta um segundo recuo, agora a US$ 43 mil, ainda em julho. O terceiro cenário coloca o preço em US$ 32 mil por volta de setembro zona que ele classifica como faixa de compra e provável fundo do ciclo bear atual.

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O quarto cenário inverte o jogo. A partir desse piso, o analista prevê o início de um novo bull run que projetaria o ativo a US$ 150 mil até fevereiro de 2027. Em outra análise, Crypto Lens estimou que o bear market atingiu 53% e entrou na reta final.

Colin reforça leitura de fundo no quarto trimestre

A tese de um piso entre agosto e setembro encontra eco em outras leituras técnicas. O analista Colin destacou que o fundo no quarto trimestre ganhou probabilidade depois que o BTC fechou a semana acima da média móvel de 200 semanas, mesmo após varrer a mínima de fevereiro próxima a US$ 60 mil uma observação atribuída ao analista Benjamin Cowen.

A partir desse padrão, Colin enxerga um repique de um a três meses antes de uma nova queda que estabeleceria mínima inferior no Q4. Segundo ele, perder a média de 200 semanas nas próximas semanas pode antecipar o fundo do ciclo.

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Sinais on-chain contradizem parte da tese baixista

O cenário desenhado por Crypto Lens, embora amplamente divulgado, contrasta com leituras institucionais recentes. Dados de fluxo da Coinbase mostram que instituições têm comprado mais Bitcoin abaixo de US$ 60 mil do que faziam acima de US$ 125 mil, sinal de que mesas profissionais tratam a faixa atual como acumulação, não como continuidade da queda.

Ao mesmo tempo, métricas on-chain divulgadas pela Glassnode apontam que o Bitcoin ultrapassou o limiar crítico de moedas em prejuízo, patamar historicamente associado a reversões locais. O hashrate da rede também cedeu, refletindo desligamento de máquinas fenômeno típico de fundos de ciclo, mas que costuma anteceder recuperações.

Para o investidor brasileiro, a leitura combinada exige cautela. Uma queda para US$ 32 mil levaria o BTC a R$ 166 mil, recuo próximo de 50%. O cenário aumentaria pressão sobre tesourarias corporativas alavancadas, incluindo a Strategy de Michael Saylor, que já acumula US$ 11,7 bilhões em prejuízo não realizado em sua posição de 843.706 BTC.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.