- ADA é negociada a US$ 0,1478 após nova rejeição na média móvel exponencial
- Baleias intensificam ordens de compra em mínimas plurimensais do token
- Posições compradas no mercado futuro respondem por 75% da exposição alavancada
O cardano segue sob pressão vendedora e renovou mínimas dos últimos meses nesta semana. O ativo é negociado a US$ 0,1478 (R$ 0,7659), com leve alta de 3% nas últimas 24 horas, mas ainda acumula desempenho negativo no recorte de médio prazo.
A última tentativa de recuperação travou na casa de US$ 0,1903, justamente onde passa a média móvel exponencial que vem funcionando como teto desde o início do movimento de baixa. A rejeição empurrou o ADA para baixo de mais um suporte técnico relevante.
Mesmo com o cenário gráfico deteriorado, uma parcela específica do mercado começa a se mover na direção oposta ao fluxo predominante e isso tem chamado a atenção de quem acompanha métricas on-chain.
Baleias aceleram ordens de compra em ADA
Dados do mercado à vista compilados pela CryptoQuant mostram aumento expressivo no volume de ordens de grandes detentores em torno dos preços atuais. O comportamento sugere que carteiras com alto poder de fogo estão usando a fraqueza recente para montar posição.
Acúmulo de baleias, porém, não garante reversão imediata. Essas carteiras costumam construir posição em fatias, ao longo de semanas, especialmente em períodos de incerteza macro. Em diversos ciclos anteriores, o movimento desacelerou a pressão vendedora sem marcar exatamente o fundo do ciclo.
O contexto local reforça a leitura cautelosa. No Brasil, fundos com exposição a criptoativos enfrentam restrições adicionais desde que o Banco Central restringiu operações de câmbio envolvendo esse tipo de produto, o que limita parte do fluxo institucional doméstico para altcoins como o ADA em momentos de barganha técnica.
Mercado futuro tem 75% das posições em long
O lado derivativo também aponta para uma postura compradora. Segundo a Coinalyze, posições longas respondem por 75% da exposição alavancada em contratos futuros de ADA. A maioria dos traders alavancados aposta numa recuperação em vez de outra perna de queda.

O posicionamento contrasta com o que mostra o gráfico de preço. Apesar da concentração de apostas otimistas, o ADA ainda não conseguiu reconquistar suportes perdidos nas últimas semanas. Quando o long fica tão dominante, basta um movimento adverso para liquidar uma fileira inteira dessas posições risco que pesa sobre qualquer tentativa de reversão sustentada.
Vale lembrar que o ecossistema Cardano enfrentou turbulência adicional em 2025 com o caso do hacker que retirou US$ 18,5 milhões em ADA da SecondFi, episódio que ainda repercute na percepção de risco da rede entre investidores estrangeiros.
Resistência em US$ 0,19 define próximo passo
A estrutura técnica continua enfraquecida. O ADA opera abaixo das principais médias móveis, e o fracasso em US$ 0,1903 reforçou que o teto segue intacto. Para o investidor brasileiro, o ponto de virada exige a reconquista dessa banda abaixo dela, o cenário base permanece de continuação do movimento de queda.
Ao mesmo tempo, o acúmulo de baleias e o posicionamento comprado nos derivativos mostram que nem todos esperam a tendência se prolongar. As próximas sessões mostrarão se compradores fortalecerão o mercado spot ou vendedores eliminarão posições alavancadas compradas.
O cenário lembra o que vem ocorrendo com o XRP, em que baleias também acumularam em meio à queda prolongada mostrando que grandes carteiras tendem a se reposicionar antes de qualquer sinal técnico claro de reversão. No caso do Cardano, parcerias institucionais como a do Senai com a Fundação Cardano reforçam a presença da rede no Brasil, mas não bastam para sustentar o preço diante do fluxo macro adverso.
Análise on-chain detalhada está disponível na plataforma da CryptoQuant, que monitora ordens de grandes carteiras em tempo real.