- Alta de apenas 97% após halving de 2024. Antes, ciclos chegaram a 9.294%.
- Volatilidade despenca para 1,75%. Em 2020, passou de 9,6%.
- Queda máxima fica em cerca de 50%. Antes, recuos chegavam a 90%.
O atual ciclo do Bitcoin após o halving de abril de 2024 apresenta desempenho muito inferior aos anteriores.
A valorização é menor, a volatilidade caiu e os movimentos parecem mais moderados.
Ciclo perde força e levanta dúvidas sobre novo padrão
Segundo Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy, o ciclo atual “está dramaticamente abaixo dos anteriores”, a declaração resume o sentimento crescente no mercado.
Após o halving de 2024, o Bitcoin saiu de cerca de US$ 63 mil para pouco mais de US$ 125 mil. Isso representa alta de 97%, entretanto, o número fica distante dos ciclos anteriores.
Em 2012, o ativo subiu cerca de 9.294%, em 2016, avançou aproximadamente 2.950% e em 2020, registrou alta de 761%.

Além disso, a volatilidade também diminuiu, o índice de volatilidade de 30 dias chegou a 9,64% em 2020, agora, gira em torno de 1,75%.
Portanto, os movimentos são menos intensos e mais previsíveis.
Por isso, cresce a percepção de que o halving pode ter perdido força como principal catalisador de preço.
ETFs e novo comportamento de mercado mudam dinâmica
Entretanto, há um fator importante que pode distorcer a análise, o Bitcoin atingiu um topo histórico acima de US$ 70 mil antes mesmo do halving de 2024.
Esse movimento ocorreu após a aprovação dos ETFs spot nos Estados Unidos, em janeiro de 2024.
Assim, parte da valorização aconteceu antes do evento tradicional do ciclo.
Além disso, as quedas também estão menos agressivas, historicamente, o Bitcoin já caiu entre 80% e 90% em mercados de baixa. Agora, a correção mais recente ficou pouco acima de 50%.
Ainda assim, o cenário gera debate, Thorn questionou:
“Este é o novo normal ou apenas o novo normal até deixar de ser?”
Por fim, analistas como Jan van Eck apontam possível recuperação gradual em 2026. Atualmente, o Bitcoin gira em torno de US$ 74 mil, com leve alta recente.
O mercado, portanto, entra em uma nova fase, menos explosiva, porém possivelmente mais estável e previsível.

