- Standard Chartered projeta SKY a US$ 0,325 até o fim de 2028
- Banco compara Sky Protocol a banco central por emitir USDS e emprestar no atacado
- sUSDS acumula US$ 4,59 bilhões em TVL com rendimento anual de 3,6%
Um banco fundado em 1853 acaba de colocar preço-alvo em um token de governança de DeFi. O Standard Chartered iniciou cobertura do SKY, token do Sky Protocol — antigo MakerDAO —, com projeção de US$ 0,325 até o fim de 2028.
A referência usada pelo banco foi o preço de US$ 0,065. Isso implica valorização de aproximadamente 400% no período. O relatório é assinado por Geoff Kendrick, chefe global de pesquisa em ativos digitais da instituição. Ele descreveu o Sky Protocol como algo próximo de um “banco federal” descentralizado.
A analogia tem três pilares. O protocolo emite sua própria moeda — a stablecoin USDS, pareada 1:1 ao dólar. Mantém uma estrutura de governança que decide política interna. E empresta ativos a taxas de atacado, função típica de balcão interbancário.
Segundo dados do DeFiLlama, a USDS soma mais de US$ 6 bilhões em capitalização, o equivalente a algo acima de 2% de todo o mercado de stablecoins. O Sky também lidera a emissão de stablecoins que pagam rendimento.
O mecanismo funciona em duas camadas. O usuário deposita USDS e recebe sUSDS, token que acumula juros enquanto permanece livre para circular em outros protocolos DeFi. O sUSDS registra US$ 4,59 bilhões em valor total travado e oferece rendimento anual de 3,6%.
Para quem detém SKY, o retorno vem por dois caminhos: recompensas de staking e recompras do próprio token financiadas pela receita do protocolo. Kendrick aponta as recompensas como fonte principal.

Projeção põe SKY acima do Bitcoin em retorno
O mesmo banco mantém alvos para os dois maiores ativos do setor: US$ 300 mil para o Bitcoin e US$ 18 mil para o Ethereum no fim de 2028. Cruzando os números, o SKY empataria com o ETH em desempenho relativo e ficaria à frente do BTC.
O SKY ocupa a 62ª posição por capitalização, com US$ 1,38 bilhão. É um ativo que raramente aparece em relatórios de bancos comerciais — e aí está o ponto que merece atenção.
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Até recentemente, análise de research institucional sobre cripto se limitava a BTC, ETH e, ocasionalmente, SOL. Casas como Bernstein e Standard Chartered abriram cobertura de empresas listadas expostas a cripto antes de olharem para tokens nativos de protocolo.

