- Swift roda piloto de livro-razão digital com Citi, UBS, MUFG, Wells Fargo e BNP
- HSBC e Standard Chartered já executaram transações reais na plataforma em agosto
- Tarifas de remessa internacional chegam a 10% do valor enviado hoje
O Itaú Unibanco integra o grupo de 17 bancos selecionados pela Swift para testar transferências internacionais com depósitos tokenizados. A iniciativa utiliza um livro-razão compartilhado baseado em blockchain e busca permitir a movimentação de recursos durante a noite e nos fins de semana. Os testes foram iniciados nesta semana.
O Itaú é o único banco brasileiro na lista divulgada pela organização. Entre os demais participantes estão Citi, Wells Fargo, HSBC, UBS, BNP Paribas e MUFG Bank. A seleção foi anunciada em 9 de julho de 2026, quando a Swift informou que a infraestrutura estava pronta para uso inicial e que as instituições se preparavam para testar transações reais.
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A participação coloca o banco brasileiro no grupo que avaliará a aplicação da tecnologia aos pagamentos internacionais. O anúncio, porém, não informa quando o Itaú realizará sua primeira operação nem estabelece uma data para disponibilizar o serviço aos clientes.
A proposta da Swift é conectar os depósitos tokenizados emitidos pelos próprios bancos. Esses instrumentos representam dinheiro bancário em formato digital e regulado, permitindo que diferentes instituições coordenem movimentações por meio de uma infraestrutura compartilhada.
Segundo a organização, a escolha pelos depósitos tokenizados permite incorporar novas funcionalidades sem abandonar os controles de crédito, risco e conformidade já presentes no processamento bancário. O projeto procura atender empresas que precisam movimentar recursos entre países e administrar seu caixa fora dos horários tradicionais.
Para o Itaú, a participação abre espaço para avaliar essa integração com instituições estrangeiras. A lista do piloto reúne bancos de seis continentes, mas o comunicado não detalha quais moedas ou corredores internacionais envolverão a instituição brasileira.
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Blockchain coordena operações, mas liquidação usa sistemas existentes
A blockchain da Swift funciona como uma camada de coordenação entre os bancos. Ela conecta compromissos de pagamento e registros de depósitos tokenizados mantidos nas infraestruturas das instituições participantes.
Esse desenho permite movimentar recursos para os clientes antes de concluir a liquidação final pelos sistemas existentes. Portanto, o objetivo de oferecer pagamentos disponíveis 24 horas não significa que todas as etapas da operação passam a ocorrer exclusivamente na blockchain.
A Swift também aponta potencial para melhorar a visibilidade sobre obrigações entre bancos e compromissos de financiamento. Essa informação pode ajudar as instituições a administrar a liquidez necessária para atender pagamentos internacionais.
Enquanto a documentação consultada confirma a presença do Itaú no piloto, outros integrantes já anunciaram resultados. Em 19 de agosto, HSBC e Standard Chartered divulgaram a conclusão da primeira transação internacional real entre bancos no livro-razão da Swift.
A operação envolveu a troca de mensagens de pagamento pela nova infraestrutura. As obrigações resultantes foram registradas nos sistemas de depósitos tokenizados das duas instituições.
O livro-razão da Swift permitiu conciliar essas obrigações e compensar os valores entre os bancos antes da liquidação final nos sistemas existentes. O teste demonstrou a conexão entre infraestruturas distintas de dinheiro bancário tokenizado.
Segundo as instituições, a aplicação pode facilitar a movimentação internacional de liquidez e melhorar a gestão de caixa de clientes corporativos. Para o Itaú, ainda falta a divulgação de resultados específicos que mostrem como o banco brasileiro utilizará essa estrutura.

