- TAC cai de US$ 0,06 para US$ 0,004 em cerca de 15 minutos
- Projeto captou US$ 11,5 milhões com TON Ventures, Hack VC e Animoca
- Equipe e Binance ainda não confirmaram causa do colapso
O tac, token listado no programa Binance Alpha, protagonizou um dos flash crashes mais violentos de 2026. A cotação despencou mais de 80% em cerca de 15 minutos, saindo de aproximadamente US$ 0,06 para algo próximo de US$ 0,004.
Não há confirmação de hack, exploit ou falha de protocolo. Ainda assim, o episódio reacendeu discussões sobre liquidez fina e concentração de supply em ativos recém-listados, um padrão que vem se repetindo em tokens promovidos por grandes exchanges.
Queda de 90% em 15 minutos apaga rali recente
Dados de negociação da Binance mostram um pico de volume acompanhando a queda vertical. O movimento ocorreu apenas uma semana depois de o TAC atingir sua máxima histórica, na casa de US$ 0,067. Depois do colapso, o preço estabilizou perto das mínimas, sem sinais claros de recomposição.
A magnitude e a velocidade do movimento sugerem execução de ordens em cascata contra um livro raso. Quando algumas ofertas de compra são consumidas rapidamente, ordens de venda maiores encontram vácuo de liquidez e derrubam o preço em degraus. Foi o que aconteceu com o TAC.
Projeto captou US$ 11,5 milhões com TON Ventures e Animoca
O TAC desenvolve uma blockchain compatível com a Ethereum Virtual Machine (EVM) voltada a levar aplicações Ethereum para o ecossistema TON e Telegram. A tese é usar a base de usuários do mensageiro como porta de entrada para dApps já consolidados fora do universo TON.
A captação da rodada bate em torno de US$ 11,5 milhões, com participação de TON Ventures, Hack VC, Animoca Ventures, Symbolic Capital, Primitive e Spartan Group. Nomes de peso, que agora enfrentam questionamentos sobre o desenho de tokenomics e a estratégia de listagem.
Discussões on-chain apontam carteiras concentradas
Entre os fatores levantados por observadores de mercado estão livros de ordens rasos, vendas coordenadas de grandes holders e liquidações em cadeia. Debates não confirmados em redes sociais sugerem que poucos clusters de carteiras controlariam parcela relevante do supply em circulação algo comum em tokens novos com pequeno float inicial.
Há ainda um antecedente recente que pesa sobre o sentimento. Em maio de 2026, uma ponte cross-chain do TAC sofreu um exploit com prejuízo de aproximadamente US$ 2,8 milhões. Os usuários afetados foram ressarcidos, mas o episódio deixou uma marca de fragilidade na percepção do projeto.
O TAC entra em uma sequência incômoda de falhas em protocolos e ativos ligados a ecossistemas em expansão. Nas últimas semanas, o BitNotícias detalhou o exploit no Summer.fi e o ataque de governança à BonkDAO, ambos evidenciando quão frágil pode ser a infraestrutura de projetos recém-lançados.
Traders brasileiros e o risco do Binance Alpha
Para o investidor brasileiro que acessa o programa Alpha via Binance, o episódio serve como lembrete técnico. Tokens listados nesse trilho costumam ter circulating supply reduzido, dependência de market makers pontuais e histórico curto de negociação combinação que amplifica movimentos em qualquer direção. Uma venda de US$ 200 mil pode derrubar 50% do preço em minutos.
A ausência de comunicação oficial também é problemática. Sem esclarecimento sobre a origem do movimento, holders ficam sem base para decidir entre segurar, realocar ou zerar posição. O padrão de comportamento tende a favorecer novas ondas de venda em cada tentativa de recuperação, especialmente enquanto o volume permanecer elevado e o book, raso.
Enquanto uma publicação da BeInCrypto registrou o momento do colapso, a atenção agora se volta para a atividade on-chain e para os primeiros comunicados formais da equipe do TAC. Endereços com participação relevante no supply, movimentações para exchanges e eventual retorno de liquidez são as métricas a monitorar nas próximas sessões.