Van de Poppe vê Bitcoin rumo a US$ 88 mil e descarta colapso

  • Van de Poppe projeta Bitcoin entre US$ 85 mil e US$ 88 mil como próxima resistência
  • Analista descarta tese de bear flag com alvo em US$ 50 mil ainda este ano
  • Altcoins devem ter movimentos rápidos de mais de 20% nas próximas semanas

O analista holandês Michaël van de Poppe rejeitou a narrativa de que o Bitcoin (BTC) caminha para um colapso nos próximos meses. Em publicação para seus 821 mil seguidores no X, ele afirmou que a maior criptomoeda do mercado mostra estrutura técnica favorável e deve buscar a faixa entre US$ 85.000 e US$ 88.000 como próxima resistência relevante.

O ativo está negociado a US$ 81.199, o alvo apontado por Van de Poppe representa avanço superior a 9% sobre o preço atual. A leitura contraria o consenso de parte do mercado, que aposta em um movimento até US$ 50.000 ainda neste ano.

O argumento técnico contra o bear flag

Van de Poppe sustenta que o Bitcoin opera acima da média móvel de 21 dias, com flips claros de níveis antes vistos como resistência transformados em suporte. Há, segundo ele, uma demanda constante absorvendo oferta enquanto o Nasdaq mantém força relativa.

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O analista comparou o cenário atual ao baque de fevereiro deste ano, que classificou como um dos mais severos da história do ativo semelhante ao crash da pandemia, em março de 2020. Na ocasião, lembrou, grande parte do mercado também previa novas mínimas que nunca vieram. Em 2018, quando o BTC tocou US$ 3.300, o roteiro se repetiu, o consenso pedia preços ainda menores e o fundo já estava formado.

“Podemos facilmente testar a região de US$ 70.000 a US$ 75.000 novamente, mas por enquanto vamos para cima”, escreveu o analista. A leitura é que correções pontuais não invalidam a tese principal de continuidade do ciclo de alta.

Altcoins na fila de rompimentos

O holandês também projeta movimentos fortes em altcoins. Para ele, a maioria das moedas alternativas mal se mexeu contra o BTC e tende a entregar rallys rápidos, com dias de alta superior a 20% impulsionados por rompimentos técnicos e liquidações em massa.

“Você se posiciona antes do movimento acontecer, não durante”, afirmou. A janela apontada é de um a dois meses, antes que o mercado encontre o próximo ciclo de correção. Quanto mais alto o Bitcoin for, maior o momentum esperado para as demais criptomoedas.

Leitura para o investidor brasileiro

Convertido ao câmbio atual, o alvo de US$ 88 mil colocaria o Bitcoin acima de R$ 470 mil nas principais exchanges brasileiras, dependendo do spread aplicado. O patamar reabriria a discussão sobre fluxos para fundos listados na B3 e ETFs cripto disponíveis ao investidor local, que perderam tração após a correção iniciada em fevereiro.

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O cenário descrito por Van de Poppe se choca com avaliações mais conservadoras. Outros analistas têm alertado para a possibilidade de queda de até 50% rumo a US$ 40 mil, com base em divergências em indicadores semanais. A divisão de opinião no curto prazo torna a gestão de risco o ponto central da exposição neste momento.

Do lado on-chain, há sinais que reforçam o tom construtivo do holandês. O indicador Bull-Bear da CryptoQuant ficou verde pela primeira vez desde 2023 com o BTC próximo aos US$ 82 mil métrica historicamente associada a retomadas duradouras de tendência.

A relação com o mercado tradicional também pesa no diagnóstico. Enquanto o S&P 500 renovou máximas acima dos 7.400 pontos, o Bitcoin ficou para trás no curto prazo. Caso a tese de Van de Poppe se confirme, esse descasamento poderia se fechar via apreciação do cripto, e não por correção das bolsas.

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A análise completa foi divulgada pelo próprio analista em publicação no X, onde ele detalha os níveis técnicos monitorados.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.