- Criptomoedas: Gate propõe custódia compartilhada e espera de 48 horas para liberar saques
- Lin Han defende aliança entre exchanges para coordenar segurança e resposta a ataques
- Circle e Tether congelaram mais de US$ 2,3 bilhões em stablecoins
A Gate propôs combinar autorização compartilhada e espera de 48 horas para saques após o ataque à binance, com perdas estimadas em US$ 6,3 bilhões. O desenho exige participação de pelo menos duas partes para movimentar recursos.
Lin Han, fundador e presidente da exchange, também defendeu uma aliança global de segurança entre empresas do setor. A proposta reúne padrões comuns de proteção, protocolos de detecção de invasões e sistemas de resposta emergencial.
O chamado ocorreu após o incidente divulgado na quinta-feira, 29 de outubro. Na reação inicial, Circle e Tether congelaram mais de US$ 2,3 bilhões em stablecoins, segundo as informações apresentadas sobre o episódio.
A Gate informou que seus sistemas não foram afetados. A empresa marcou endereços associados aos invasores e anunciou que bloqueará recursos ilícitos enviados à sua plataforma.
Gate propõe autorização de duas partes e espera de 48 horas
No modelo apresentado, o controle da chave privada fica distribuído entre três participantes: o usuário, a Gate e um parceiro de recuperação. Nenhum deles movimenta os ativos isoladamente.
Um invasor precisaria comprometer ao menos dois dos três participantes para obter autorização. A proposta acrescenta uma segunda barreira depois dessa etapa: o prazo de espera para executar o saque.
Durante as 48 horas, o usuário teria a possibilidade de congelar a movimentação. Esse intervalo busca preservar uma oportunidade de reação mesmo quando duas partes já estiverem comprometidas.
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São controles que atuam em momentos diferentes. A autorização compartilhada dificulta o início de uma transferência indevida; o atraso permite interrompê-la antes da liberação definitiva.
O prazo também adia saques legítimos. Para funcionar como barreira, a janela depende de alertas e de um canal de bloqueio acessível durante todo o período.
A apresentação não detalha como o congelamento funcionaria se o próprio acesso do usuário estivesse comprometido. Também não informa quais parceiros assumiriam a recuperação.
Outro ponto permanece aberto: a descrição não permite identificar se a divisão usa fragmentos criptográficos de uma chave ou assinaturas independentes. As implementações exigem verificações técnicas diferentes.
A plataforma da Gate é o serviço citado por Han ao defender a arquitetura. A empresa se dispôs a compartilhar princípios de projeto e aprendizados obtidos em situações reais.
Lin Han defende protocolos comuns entre exchanges
“Instamos o setor a formar imediatamente uma aliança de segurança”, afirmou Han. O executivo vinculou a iniciativa à adoção de procedimentos uniformes para identificar invasões e coordenar respostas.
A proposta desloca parte da discussão da proteção individual das plataformas para a comunicação entre elas. Uma exchange pode identificar o endereço suspeito antes de outra receber os recursos.
Para transformar esse aviso em bloqueio, as empresas precisam compartilhar identificadores e critérios de confirmação. A declaração não apresenta prazo de implantação nem lista participantes da aliança.
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Han também citou a prova de reservas, prática pela qual exchanges divulgam informações sobre os ativos sob sua guarda. Ele apresentou a coordenação de segurança como uma etapa adicional.
Prova de reservas não demonstra, por si só, proteção contra invasões. Um saldo verificável registra ativos em determinado momento, mas não comprova a integridade das autorizações futuras.
Essa diferença separa transparência patrimonial de controle operacional. A discussão também alcança a segurança da custódia, tema que envolve concentração de ativos e acesso às chaves.
Circle e Tether congelam mais de US$ 2,3 bilhões
Os bloqueios realizados pelas emissoras mostram outra frente da resposta: restringir a circulação dos tokens identificados. Congelamento, porém, não equivale automaticamente à devolução dos valores aos titulares prejudicados.
Também não basta subtrair os US$ 2,3 bilhões das perdas estimadas para calcular o prejuízo definitivo. A recuperação depende da identificação dos ativos e de sua restituição.
Na Gate, a medida anunciada alcança recursos que entrem na própria exchange. A empresa afirmou que manterá os endereços sinalizados para impedir a movimentação de fundos associados ao ataque.




