- Itaú BBA aponta R$ 421,3 mil como resistência decisiva para o Bitcoin
- Banco atribui alta de agosto a fechamento de posições vendidas
- Ether, XRP e Solana também travados abaixo de níveis técnicos
O Itaú BBA não comprou a narrativa de virada do mercado. Em relatório de cenário para setembro, o banco afirma que a tendência de médio prazo do Bitcoin e das principais altcoins segue indefinida, mesmo depois da recuperação de preços das últimas semanas.
A avaliação é de Lucas Piza, analista de ações e estratégia de varejo da instituição. Para ele, boa parte da valorização de agosto veio de um short squeeze — o fechamento forçado de posições de quem apostava na queda. Movimento técnico, não fluxo comprador estrutural.
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A diferença importa. Squeeze gera velas violentas de alta que se esgotam rápido quando a pressão de recompra acaba. Tendência sustentada exige entrada nova de capital. O banco só muda a leitura se os ativos romperem as barreiras técnicas apontadas no documento.
Para o BTC, a resistência principal está em R$ 421,3 mil. Superado esse nível, as referências seguintes são R$ 481,31 mil e R$ 523,25 mil. No lado defensivo, a região de R$ 359 mil é tratada como o piso que preserva o viés positivo.
O contexto atual é desfavorável a esse cenário. O Bitcoin é negociado perto de US$ 76.897, o equivalente a cerca de R$ 396.527, com recuo de 1,5% em 24 horas. Ou seja: o ativo está aproximadamente 6% abaixo da resistência citada pelo Itaú e a apenas 10% do suporte crítico.
Vale lembrar que trabalhar com níveis em reais embute uma variável que muitos ignoram. Com o dólar em R$ 5,1566, qualquer movimento cambial desloca os patamares em BRL sem que o preço em dólar mude uma linha. Um real mais fraco empurra o BTC em reais para cima artificialmente — e o inverso também vale.
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Ether aparece como a altcoin mais bem posicionada
Entre as altcoins acompanhadas, o ether recebe a leitura relativamente mais favorável. A resistência indicada é de R$ 13.135, com alvos posteriores em R$ 16.175 e R$ 18.625. O ETH está sendo negociado ao redor de R$ 12.756, distância curta da barreira.
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Para o XRP, o Itaú aponta resistência em R$ 8,55, com extensões em R$ 10,75 e R$ 13,10, e suporte em R$ 6,55. O token opera perto de R$ 7,22. Já a Solana tem barreira em R$ 569,90 e alvos em R$ 695,90 e R$ 791,65, com R$ 496,95 como referência de sustentação — o preço atual gira em torno de R$ 520.
Nenhum dos quatro ativos rompeu seu nível. Todos operam em queda nas últimas 24 horas. A leitura do banco, portanto, permanece intacta: recuperação sim, tendência confirmada não.
O relatório também cobre os fundos listados na B3. HASH11, BITH11, ETHE11, XRPH11 e SOLH11 apresentam movimentos praticamente idênticos aos dos criptoativos que replicam, todos rondando níveis que definem se a recuperação ganha tração ao longo do mês.

