- SOL negocia a US$ 121,47 com resistência técnica entre US$ 124 e US$ 125
- ETFs de Solana nos EUA captaram apenas US$ 800 mil na última semana
- Upgrade Alpenglow mira finalidade de 150 milissegundos sem data confirmada de mainnet
A Solana entrou em outubro sem conseguir confirmar o rompimento que traders esperavam desde o fim de setembro. O token é negociado a US$ 121,47 (cerca de R$ 634,24), com alta de 1,5% em 24 horas e capitalização de mercado próxima de US$ 71 bilhões.
A faixa entre US$ 124 e US$ 125 segue como o obstáculo central. SOL encostou em US$ 124,62 no fim de setembro, recuou para perto de US$ 118 e desde então oscila sem direção definida.
Dois meses fortes antecederam esse impasse. Agosto rendeu 41,5% de valorização. Setembro acrescentou mais 14,6%, abrindo perto de US$ 103 e fechando em torno de US$ 118.
O alvo de US$ 148 circula em desenhos técnicos compartilhados pelo trader Daan Crypto Trades, que condiciona o cenário à manutenção de US$ 117 como piso. Do preço atual, chegar lá exigiria avanço de aproximadamente 22%.
Os osciladores contam histórias diferentes. O RSI no gráfico mensal marca 50,70, acima da própria média móvel de 46,61 — sinal de que a fraqueza anterior se dissipou, embora o indicador permaneça longe da zona de sobrecompra.
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Já o MACD continua negativo. A linha principal está em -8,82 contra sinal de -5,34, com histograma em -3,48. A leitura indica que o viés baixista de prazo mais longo ainda não foi revertido, apesar do estreitamento recente.
No gráfico diário, as médias de 50 e 200 períodos rodam perto de US$ 104 e US$ 97, respectivamente. Ambas estão bem abaixo do preço corrente, o que dá alguma folga estrutural caso venha uma correção.
Abaixo de US$ 117, os próximos degraus são US$ 109 e, em caso de perda desse patamar, a região de US$ 95 — próxima da mínima de meados de setembro, em US$ 96,87.

Fluxo de ETFs despenca de US$ 188 milhões para US$ 800 mil
A desaceleração institucional é o dado mais relevante da semana. Entre 28 de setembro e 2 de outubro, os ETFs de Solana listados nos EUA somaram apenas US$ 800 mil em captação líquida, segundo dados da Farside Investors.
Foram US$ 7,7 milhões no dia 28 e US$ 5,4 milhões no seguinte, anulados por saída de US$ 12,5 milhões em 30 de setembro. No dia 1º saíram mais US$ 1,1 milhão; no dia 2, entraram US$ 1,3 milhão.
Na semana anterior, de 21 a 25 de setembro, o mesmo grupo havia atraído US$ 188,1 milhões — sendo US$ 86,7 milhões apenas no dia 25. A queda de ritmo beira os 99%.
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O acumulado desde o lançamento gira em torno de US$ 1,6 bilhão, com o BSOL da Bitwise respondendo pela maior fatia. Mas é o fluxo marginal que move preço no curto prazo, não o estoque.
O upgrade Alpenglow é o catalisador narrativo do mês. A proposta substitui o consenso TowerBFT e busca reduzir a finalidade de cerca de 12,8 segundos para aproximadamente 150 milissegundos, de acordo com a documentação da Solana Foundation.
O primeiro componente, chamado Votor, troca transações de voto de validadores por comunicação direta com certificados agregados. Há caminho rápido quando 80% do stake vota na primeira rodada e um mecanismo alternativo com limiar de 60%.
Não existe data confirmada de mainnet. A documentação oficial fala em ausência de “tempo fixo de ativação”, com cada cluster migrando no próprio ritmo. O número de 150 milissegundos, portanto, é meta de projeto — não performance medida em produção.
Tokenização e Allfunds colocam Solana no radar institucional
Em setembro, a Fundação anunciou o Project Harmonia, conectando a rede de distribuição de fundos da Allfunds — com cerca de €1,9 trilhão sob administração em 30 de junho — a fundos tokenizados na Solana. As inscrições vão até 24 de outubro.
A SEC também liberou, em 17 de setembro, alívio condicional temporário para plataformas negociarem ações americanas tokenizadas via market makers automatizados permissionados. A ordem não escolhe blockchain específica.
A rede já abriga mais de US$ 4 bilhões em ativos do mundo real on-chain, segundo a própria Fundação. No Brasil, a chegada da Solana em energia compartilhada reforça essa frente de uso corporativo, ainda que sem efeito direto sobre a demanda por SOL.



